Os porcos do Rodoanel e o despertar para a dor dos animais

A história dos porquinhos do Rodoanel (clique aqui se você não sabe do que eu estou falando), apesar de ter sido um verdadeiro evento de absurdos e descasos com os animais, teve um lado positivo.

De alguma forma, muita gente despertou para enxergar aqueles animais como seres que também sofrem e não merecem passar por tanta dor, durante toda a vida e pior ainda durante o abate, para virar comida para os seres humanos.

porcoSe você foi uma dessas pessoas, este post é para você. Eu sei que a ideia de diminuir ou parar de comer carne, apesar de agradar muita gente do ponto de vista de proteger os animais, é também assustadora, já que é um hábito alimentar forte. Falo por experiência própria já que quis, durante anos, virar vegetariana, mas só fui tentar mesmo há dois anos. Me arrependo de não ter feito antes porque foi muito mais simples do que eu imaginava (para mim, mas entendo que cada um tem uma reação) e é um alívio muito grande saber que eu escolhi evitar tanto sofrimento para os animais.

No meu caso, eu parei sem pretensão. Um belo dia eu decidi que não comeria carne. Fiz o mesmo no dia seguinte e no outro. Quando eu percebi, eu estava há alguns meses sem comer nenhuma carne e o meu corpo já havia criado uma repulsa grande. Eu não sinto a menor falta, estou saudável e não imagino mais consumir carne (me dá nojo só de pensar). Acredito que o principal, para mim, foi ter virado a chavinha na minha cabeça de enxergar um pedaço de carne não como alimento, mas como um animal que havia sofrido muito para estar naquele prato. A minha escolha foi não apoiar mais aquele tipo de sofrimento.

A minha dica para quem quiser diminuir ou parar de comer carne é ir com calma, sem a pressão do “para sempre”. Leia também sobre como esses animais de abate vivem. Informação é sempre importante e pode te ajudar a virar a tal da chavinha e enxergar um bife como o resultado do sofrimento de um animal. Quem quiser, assista ao vídeo “A Carne é Fraca” (já aviso que é tenso, mas é o puro retrato da realidade). Outra dica é começar pela “Segunda sem carne”.

Segunda Sem Carne – pelas pessoas, pelos animais, pelos planetas

O projeto criado pelo Beetles, Paul McCartney – vegetariano desde a década de 70, incentiva que as pessoas de todo o mundo não consumam carne 1 vez por semana, às segundas-feiras. Veja alguns motivos para a campanha:

– Ao diminuir o consumo de carne, reduz-se, ao mesmo tempo, o desperdício de água, o desmatamento, a desertificação, a extinção de espécies, a destruição de hábitats e até de biomas inteiros.

– Para produzir 1kg de carne bovina para consumo é necessário 15 mil litros de água doce limpa. Enquanto que para produzir 1kg de soja são necessários menos de 500 litros de água.

– A carne é acessível a menos de 15% dos seres humanos;

– Os lobistas da carne afirmam que o aumento na produção pecuária poderia tornar a carne acessível a todos. Mas para alimentar uma população de 6,5 bilhões de carnívoros, seria preciso mais dois planetas como a Terra só para pastagens e produção de grãos/ração.

– Hoje se mata, em cerca de 15 dias, o mesmo número de animais que eram abatidos em um ano na década de 1950 – dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Esses animais levam uma vida de sofrimento, medo e privação. Muitos ficam confinados em lugares minúsculos. Os métodos de criação e abate são muito cruéis.

Quer saber mais sobre a relação do consumo de carne com a sustentabilidade e ver como é possível viver bem sem consumi-la? Assista a este vídeo:

Que o amor e a compaixão superem o seu paladar 

Como ensinar o cachorro a não destruir móveis

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Sempre que eu dou dicas para educar o focinho, eu digo que para funcionar, 90% funcionar depende do dono. Eu sou prova viva disso quando adestrei a minha pequena e ouvi do adestrador que todo o comportamento errado dela era culpa minha que “incentivava” as atitudes dela, sem nem perceber.

Para ensinar o seu focinho a não destruir móveis, a fazer xixi no lugar certo ou qualquer outro hábito que você precise mudar no focinho é preciso persistência, paciência e coerência do dono. Quando eu digo coerência é que não adianta às vezes você deixar ele fazer o incorreto porque assim você pode confundir o focinho.

Dito isso, vamos para o problema em si. Primeiro, é preciso entender que roer e morder são atos naturais dos cachorros. Portanto, você não vai fazer o seu focinho deixar de roer ou morder, apenas precisa mostrar que ele pode fazer isso com os brinquedos e não com os móveis.

No caso dos filhotes, a necessidade é ainda maior. Eles são como bebês na troca da dentição e sentem a gengiva coçar, por isso, precisam roer e morder. Novamente a dica é oferecer bastante opções de brinquedos para ele fazer isso.

A primeira tarefa é oferecer brinquedos que o seu cachorro goste. Para isso, não existe fórmula pronta, é preciso testar. Uma das minhas cachorras nunca gostou de bolinha, ossinho ou nenhum brinquedo pet, mas ela adorava brincar de morder a minha mão. Até que eu tive a brilhante de ideia de comprar uma luva de forno para brincar com ela enquanto ela mordia a minha mão. E  este virou o brinquedo da vida dela. Foram várias luvas de forno destruídas e nunca mais eu insisti em nenhum brinquedo pet para ela.

Incentive o seu cachorro a brincar. Faça festa e carinho quando ele estiver mordendo os brinquedos para ele entender que aquilo é o correto. Você pode até oferecer um petisco toda vez que ele pegar um brinquedo, no começo do treinamento, para reforçar a aprovação no comportamento dele.

Uma dica de brinquedo que eu sempre dou é usar uma garrafa pet com vários furos e pedacinhos do petisco preferido do focinho dentro dela. Os furos devem ser um pouco maiores do que os pedaços de petiscos, mas não tão grandes para que caia tudo de uma vez. Eles costumam adorar.

Quando ele for roer móveis, diga não, o afaste da peça e ofereça o brinquedo. Insista, mas não perca a paciência. Não adianta gritar e muito menos bater. Os focinhos podem criar traumas e começar a ter atitudes piores como morder a própria pata para descontar a ansiedade. Também não adianta “brigar” depois que ele já fez. É preciso que seja na hora em que você pegá-lo roendo os móveis ou ele já não vai entender o porquê da bronca.

É importante também perceber a razão do cachorro destruir os móveis. Repare se ele faz isso geralmente quando está sozinho. Se isso acontecer, pode ser um sinal de ansiedade de separação. Vale ler um post que eu escrevi sobre este assunto aqui.

Outra dica é usar spray repelente (específico para cachorro, pelo amor!) que você coloca nos móveis. Eles são encontrados em pet shop e a ideia é que deixem um gosto ruim para que o cachorro não queira roer o móvel. Isso nem sempre funciona com todos os focinhos, mas vale tentar.

Não se esqueça de ter paciência e muito amor! Com isso, certamente você vai conseguir educar o seu focinho 

Os focinhos agradecem

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Eu já contei aqui que o Cantinho Focinho Feliz é feito por mim, Priscila, como uma forma de usar a informação como agente de transformação pela causa animal. Tudo é feito com o maior amor e é muito gratificante saber que tenho ajudado alguns focinhos que precisam tanto 

A ideia é crescer ainda mais o projeto e por isso, há cerca de dois meses, eu lancei uma campanha de fundo colaborativo para que as pessoas pudessem me ajudar nesse processo.

Fica aqui o meu agradecimento a essa galera que acredita no Cantinho Focinho Feliz e colaborou. Muito obrigada! 

Adriana Condota
Bob Vira Lata Rei
Dayse Aparecida de Oliveira Cabral
Giovanna Morrell
Gilmara Silvério Casiano
Julia Daer
Ricardo Alves da Fonseca
Viviane Ramos

Não compre, adote!

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A causa “não compre, adote” vem ganhando cada vez mais força. Felizmente as pessoas estão se conscientizando sobre o fato de que muitos dos focinhos fofos que são vendidos saíram de lugares que exploram os focinhos procriadores de forma desumana. Graças a Deus, as pessoas começaram a entender que ao comprar um focinho, elas, muitas vezes, incentivam este tipo de exploração animal.

Mas, como ainda existe um certo preconceito em relação a adoção, nada melhor do que exemplos reais para mostrar que adotar é realmente tudo de bom!

A blogger Amanda, do “Troquei na China” e do “Vi e Curti”, é uma fofa que defende a adoação de animais e tem uma duplinha de gatos super lindos. Veja a entrevista que ela cedeu ao Cantinho Focinho Feliz sobre este tema.  

gato adotadoHá quanto tempo você adotou os seus gatos e como foi a decisão de adotar e não comprar?
O Google nós resgatamos da rua há uns 5 anos. Não teve muita decisão, ele simplesmente apareceu na casa dos meus pais todo lindo e carente e na hora liguei para meu marido (na época namorado) e perguntei se ele queria um gato pois meus pais já tinham uma gatinha também adotada mais idosa que não aceitava outros bichos. Ele aceitou e pronto :)

O Pavarotti vai fazer 3 anos com a gente, como o Google é muito carente, nós decidimos pegar outro gato para fazer companhia para ele. Nunca passou na nossa cabeça pagar por um gatinho se existem tantos lindos em abrigos. Então quando decidimos ter outro gato recorremos às adoções.

Você sabe qual era a história e como foi a vida dos seus focinhos antes de você adotá-los?Sabemos que a mãe do Pavarotti estava prenha quando o abrigo a resgatou para que ela pudesse ter os filhotes sem risco e para conseguir adota-los. Adotamos ele bebêzinho, ele estava com a mãe, os irmãos e outros gatos em um lar temporário. Já o Google não sabemos, ele estava na rua, super magro, cheio de verme e pulga.

gato adotado antes e depois

 

Você teve que lidar com algum problema pelo fato dos seus focinhos serem adotados?
Não :)

Você já conheceu o abrigo de alguma Ong de animais? Se sim, essa realidade influencia na sua posição em ser a favor da adoção de animais?
Esse final de semana fui pela 1a vez em um abrigo, pois quando adotamos o Pavarotti ele estava em um lar temporário. Eu sempre fui a favor de adotar e não comprar, mas depois dessa visita mais do que nunca eu vou compartilhar esse meu pensamento! Tem muito animal lindo e fofo precisando de um lar e não é preciso pagar nada para ter um. Acho até absurdo gente que pagar até 3 mil reais em um animal só pq ele é de raça.

 gato adotadoO que você diria para quem está pensando em ter um focinho e considerar comprar um?Amor não se compra. Dar a chance de um lar para um animal que está na rua ou em um abrigo é uma das melhores coisas da vida. Sempre olho para os meus gatos e vejo que lindos eles são e quão bem tratados são e que se estivessem na rua, provavelmente nem vivos estariam.

Algum fato que você gostaria de ressaltar em relação ao tema de “não compre, adote”?Gosto de lembrar a importância da castração. Ainda vejo muita gente deixando a castração de lado e depois quando a fêmea aparece prenha, não quer se responsabilizar pelos filhotes que acabam sendo abandonados. Não é fácil doar um animal como muitos pensam e por isso não castram. A melhor prevenção é castrar!

Quer saber mais sobre o porquê de adotar e não comprar um focinho? Clique aqui e leia o post

Pet Metal – rock para ajudar os focinhos

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Outro dia, “passeando” pelo Instagram, eu descobri um projeto em prol de animais muito bacana. Trata-se do Pet Metal que foi criado por três amigas que uniram a paixão pelo rock com a vontade de ajudar os focinhos. Elas organizam shows de rock (conseguem espaço com parceiros e bandas que topam fazer o show de forma voluntária) e assim conseguem fazer com que os ingressos sejam pagos com doação de ração ou em dinheiro que também vira ajuda para os focinhos de diversos abrigos. O projeto começou em Bauru, interior de SP, mas em breve a Ana, a Deborah e a Súsel vão organizar o primeiro show fora da cidade! Eu estou torcendo para que o Pet Metal ganhe o mundo e ajude muitos focinhos por aí. Veja que inspiradora a entrevista que as meninas cederam para o Cantinho Focinho Feliz.

Como nasceu a ideia de criar o Pet Metal?
Em dezembro de 2012 fizemos a festa de aniversário da Ana e da Súsel. Bandas de amigos nossos tocaram muito rock e o ingresso era 1 kg de ração ou R$ 10,00.  Tinha bem mais gente que não conhecíamos que nossos amigos. Arrecadamos essa noite 230 quilos de ração para cães e gatos e R$580,00 que foram revertidos integralmente em 182 kg de ração. Na semana seguinte já tinha perguntas sobre quando seria o próximo show.

Quantos shows vocês já fizeram e quanto conseguiram doar para abrigos e protetores de animais?
Já fizemos 7 eventos no total. Com o último atingimos a marca de 2 toneladas de ração, um dos eventos foi revertido em cerca de 20 castrações que ainda estão acontecendo, além de todas as doações.

Algum caso te marcou durante todos esses eventos?
Cada abrigo que colaboramos tem uma história marcante: tia E., senhora que é empregada doméstica que cuida de 100 cães; tio B., mecânico que abdicou de construir uma casa para no mesmo terreno abrigar seus 40 cães. Temos muito orgulho de todos eles. De resgates temos o Zé, que foi abandonado numa casa e resgatamos com apoio da polícia civil e da ONG Naturae Vitae, pele e osso coberto por carrapatos. Atualmente lindo e feliz com sua nova mãe. Nossa Kyra foi resgatada como suspeita de estupro, tinha TVT, erliquiose e anemia profunda, ficou sob os cuidados da Deborah, nossa futura veterinária, foi tratada como necessitou, teve cama quentinha, comida gostosa e muito amor, mas não resistiu a quimio e faleceu este ano.

O que diria para quem quiser ajudar os animais, mas não sabe como?
Não precisa de muito, no caso da Pet Metal recebemos doações de ração de quilo em quilo; material usado como remédios, roupinhas, casinhas, cadeirinhas de rodas e tudo é repassado para os abrigos, as cadeirinhas vão para empréstimo até quando o animal necessitar. Fazemos parcerias com pessoas e empresas que doam seus serviços (gráfica, fotógrafo, camisetaria) e o que não é usado nos eventos vira rifa ou sorteio. Quem compartilha os eventos, banners e a página ajuda muito também, faz nossa divulgação, onde conseguimos mais parceiros e mais público.

O próximo show já tem data marcada?
Sim! Em outubro tem o “Pet Halloween II” no Exílio Art Pub, estamos confirmando as bandas ainda, mas será uma tradicional festa do dia das bruxas. Em novembro deve acontecer nosso primeiro evento fora de Bauru e ainda estamos organizando projetos para workshop de saúde animal e algumas surpresas.

pet metal foto

Castração social em Florianópolis

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Eu sempre recebo e-mails de pessoas pedindo auxílio para encontrar um lugar com castração gratuita ou a baixo custo em diversas cidades. Eu já contei aqui no blog (clique aqui se você ainda não leu) que em São Paulo o programa de castração gratuita  é permanente e cada cidadão tem o direito de inscrever até 10 animais.

Mas, infelizmente, esta não é a mesma realidade de muitas cidades Brasil a fora. Isso é uma pena já que a castração é tão importante (e graças a Deus parece que muitas pessoas já se deram conta disso). Se você já entendeu os benefícios da castração, e puder, invista em pagar pela cirurgia. Caso você realmente não possa, procure o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) e Ongs da sua cidade, se eles não tiverem programas de castração, pelo menos poderão te indicar veterinários parceiros.

Este é o caso da cidade de Florianópolis. Lá, existem diversos veterinários que oferecem castração social, ou seja, a baixo custo. Além disso, a prefeitura de Florianópolis oferece castração gratuita para os focinhos da população de baixa renda. Veja a lista abaixo:

Rio Tavares
Vet. Kátia Chubuci
3733-3770

Ingleses
Pet Shop Masco’t
3369-2868

Trindade
Pet Sul
3025-1150

Capoeiras
Vet. Marina Dante
3411-1567

Barreiros
Vet. Joe Candido
3257-7596

Prefeitura de Florianópolis (gratuito para renda de até dois salários mínimos e residentes)
3237-6890 / 3234-5677

Prefeitura de Biguaçu (gratuito para residentes)
3039-8461

Fonte: Página do Darci

ps: Estou apenas repassando a informação para auxiliar quem mora na região da grande Florianópolis e procura por castração gratuita ou a baixo custo, mas é importante ligar para confirmar o valor e entender melhor o programa e se ele continua ativo.

Dicas para deixar o focinho sozinho em casa

share cao sozinho

Semana passada uma amiga me ligou desesperada porque tinha acabado de encontrar o focinho, que havia ficado sozinho em casa, cheio de sangue nos pelos. O chão e a porta da casa também tinham bastante sangue. Ela o levou imediatamente ao veterinário pensando em várias catastrofes mas, graças a Deus, não era nada grave. Ele havia machucado a unha da pata (A parte interna e macia da unha do cão contém nervos e vasos sanguíneos, por isso um machucado ali sangra muito).

Depois de passado o susto, foi possível entender a situação. Aquela tinha sido a primeira vez que o focinho dela havia ficado sozinho em casa por mais de 1 hora – naquele dia ele ficou a manhã toda sozinho. O que provavelmente aconteceu é que o cachorro não estava acostumado a ficar sozinho, não haviam formas dele se entreter e, com a ansiedade de separação, ele ficou batendo na porta com a intenção de achar alguém, até machucar a unha.

cao sozinho em casaApesar do extremo da situação que gerou um susto grande, este não é um caso isolado. A maioria dos cães quando não são ensinados a ficar sozinhos e não tem distrações em casa, acabam sofrendo da tal “ansiedade de separação”. Alguns reagem de outras formas. Se o seu cachorro late muito, roe ou destroi coisas ou faz necessidades fora do lugar correto quando é deixado sozinho em casa, pode ser que ele sofra de ansiedade de separação.

Como deixar o cachorro sozinho em casa

A ansiedade de separação ocorre porque os cachorros estão acostumados a viver em grupo e quando se encontram sozinhos, instintivamente, acham que a sua sobrevivência está ameaçada. Antes que alguém se desespere e ache que para ter um focinho é necessário que o dono fique 24h em casa, calma! O que é preciso é ensinar (existem vários truques) o focinho de que é seguro e até divertido ficar sozinho em casa.

Não se esqueça que a parte mais importante para educar um focinho é o dono colcoar as regras sempre em prática, sem exceções que podem confundir o cachorro.

  • Não faça tristes despedidas ao sair de casa. Se você fizer isso, ele passa a reparar mais nos momentos que geram a separação. A ideia é que você não faça da sua saída de casa algo que ele tem que considerar importante (e sofrer por isso). O ideal é ignorar o cão pouco antes de sair de casa para que ele considere a sua saída, algo “normal”;
  • Resista em fazer “festa” quando chegar em casa. Se ele associar que a hora que você entra em casa é um momento agradável, chances há que ele passará o dia todo esperando por isso ansiosamente. Entre, haja normalmente e só depois que eles estiver calmo, faça toda a festa e brinque com ele;
  • Deixe brinquedos para ele se entreter. Além dos brinquedos comuns, uma ideia é deixar uma garrafa pet com vários furos e pedacinhos do petisco preferido do focinho dentro dela. Os furos devem ser um pouco maiores do que os pedaços de petiscos, mas não tão grandes para que caia tudo de uma vez. Esta é uma brincadeira que ele pode se divertir sozinho e vai fazê-lo gastar tempo;
  • Deixe petiscos pela casa, escondidos, para ele descobrir durante o dia e se distrair;
  • Deixe uma peça de roupa ou pano com o seu cheiro na caminha dele. O cheiro do “dono” deixa o focinho seguro;
  • Passeie e brinque com o focinho para gastar a energia dele e ele ficar mais tranquilo em casa. De preferência, leve o seu focinho para passear antes de você sair de casa;
  • Se puder, tenha mais de um focinho para que um faça companhia para o outro.

Essas dicas foram baseadas na minha vicência com os meus focinhos, em várias leituras e na experiência de ter adestrado uma cachorrinha minha. Se puder, eu super recomendo adestramento, principalmente para os casos em que o grau da ansiedade de separação for muito alto. Se for o caso, contrate um adestrador sério e, na minha opinião, opte por um que não trabalhe com castigos e sim com recompensas por bom comportamento.

Ajude os animais usando apenas moedas

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Eu admiro muito as pessoas que dão um jeito de ajudar, da forma como podem, porque eu defendo justamente a ideia de que juntos somos mais fortes e, se cada um fizer um pouquinho, juntos faremos muito pelos focinhos que precisam.

Este é o caso da Aline, de Cuiabá, que apesar de não poder ajudar muito financeiramente, teve a ideia de fazer um cofrinho com as moedas que sobravam e doar para os abrigos da cidade. Confira a entrevista que ela cedeu ao Cantinho Focinho Feliz e espalhe por aí que ajudar é fácil e faz muito bem! 

post cofrinho1Como surgiu a ideia do cofrinho para ajudar os animais?
Eu sempre via casos que precisavam de ajuda e me sentia muito mal por não ter como ajudar, e como eu não trabalho, eu queria pensar em um jeito simples e útil. Então, por que não guardar as moedas que eu recebia no troco de um cinema, por exemplo? Mesmo que fosse pouco, já ia contribuir… Aí passei a juntar e fazer as doações. No último mês, com as moedas economizadas pelo meu namorado e eu, conseguimos fazer 5 doações.

Alguma pessoa já se inspirou na sua ideia e aderiu ao cofrinho?
Além do meu namorado, quando eu criei o insta (@peludinhofeliz) e postei a ideia, algumas pessoas disseram que iriam fazer o cofrinho também.

Tem algo que gostaria de ressaltar sobre esta ideia de criar cofrinhos para ajudar os focinhos?
Eu espero que as pessoas possam entender que mesmo que a quantia seja pouca, aquele pequeno valor pode fazer uma grande diferença na vida de um peludinho. Que só nós podemos ajudar, ser a voz deles que pede ajuda, socorro, carinho e tudo mais. E que não é complicado você pegar uma caixinha e depositar suas moedinhas lá.
Sei que se todos doarem um pouquinho de coração, a situação de toda ONG e peludinho abandonado ou ferido pode mudar com o passar dos anos.

Quer ver mais formas simples de ajudar? Clique aqui e confira o post =)

Voluntários levam focinhos do CCZ para passear

share caominhada

Eu já contei aqui sobre a triste realidade dos animais que vivem em CCZs (clique aqui se você não leu). Por isso, eu amo o projeto “Cãominhada” do CCZ (Centro de Controle de Zoonose)  de São Paulo que é mais um belo exemplo de ação que nos faz refletir sobre o fato de que sempre é possível ajudar os focinhos que precisam, mesmo quando você não pode adotá-los.

caominhadaA ação acontece aos domingos e basicamente consiste em reunir voluntários que levam os cachorros do CCZ para passear! Esses cachorros passam muito tempo (às vezes até anos) a espera de uma adoção no CCZ. Por isso, esse momento de passeio é crucial para melhorar a qualidade de vida e contribuir com a sociabilização dos focinhos.

Quer participar do Cãominhada e levar os focinhos do CCZ de São Paulo para passear?

  • Endereço do CCZ de SP: Rua Santa Eulália, 86 – Santana – São Paulo (próximo à estação Carandiru);
  • A inscrição deve ser feita através do link http://goo.gl/forms/621xoxd8tH, na semana que antecede o domingo em que pretenda participar, até as 16 h 30 da sexta-feira. É necessário fazê-la todas as vezes que você quiser participar;
  • Para os que se inscreverem na sexta-feira após às 16h30, é obrigatório imprimir a confirmação, pois o nome não estará na lista de presença e por isso é necessário comprovar a inscrição;
  • Por favor, inscreva-se somente se tiver certeza de sua participação, pois as vagas são limitadas e, se não comparecer, além de tirar a vaga de outra pessoa, ainda sobrecarrega os demais participantes.

Sobre a Cãominhada

  • Só não há passeio se chover forte;
  • O vestuário obrigatório para o passeio da Cãominhada é SEMPRE calça JEANS ou MOLETOM e TÊNIS ou SAPATÊNIS. Bermudas, shorts, saias, leggingsque deixem INCLUSIVE o tornozelo aparecendo, chinelo ou qualquer vestimenta que deixe pernas, pés e tornozelos à mostra não são permitidos, para segurança e bem estar de humanos e animais;
  • Para proteger as mãos do atrito com a guia, sugere-se levar um par de luvas, bem como, água e protetor solar (e/ou boné);
  • Quem for participar pela primeira vez deverá chegar às 8h50 para receber as orientações relativas ao passeio, através de uma palestra de orientação no auditório São Francisco. A partir da segunda vez, continuar chegando cedo (para os que aguentarem), pois o passeio do canil individual já estará ocorrendo desde as 8h30 e, já tendo assistido a palestra, poderão participar. Nesse caso, perguntar aos monitores de camiseta preta para onde se dirigir, pois, de acordo com o dia, a ordem de saída dos animais desse canil pode ser alterada;
  • Ficar SEMPRE atento aos gatos que vivem livres dentro do CCZ, para evitar acidentes. Assim, caminhe sempre atento aos cães e gatos e ao avistar um gatinho “desinformado” querendo “gatinhar” junto, segurar firme o cão que estiver conduzindo e avisar os monitores (NUNCA resgate um gato conduzindo um animal);
  • Para quem for de carro, antes de sair com ele, verifique se não há nenhum gato deitadona roda ou embaixo dele. Evite atropelamentos!

Dúvidas? Entre em contato:

Tel.: (11) 3397-8920
Sobre doações de jornais ou outros produtos, procurar o Setor de Adoção do CCZ:
(11) 3397- 8909/8958

CCZ de SP: Rua Santa Eulália, 86 – Santana – São Paulo (próximo à estação Carandiru);

Fonte: Prefeitura de SP e caominhadaccz.wordpress.com

Grávidas podem conviver com gatos

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Infelizmente, por puro preconceito e ignorância, muitas grávidas acreditam que precisam se desfazer dos seus gatos por receito de contrair toxoplasmose.

A verdade é que os gatos não são vilões desta história e é muito mais fácil a grávida adquirir toxoplasmose ao tomar água contaminada ou comer carne vermelha crua, salada mal higienizada ou ainda usar utensílios contaminados.

O que é toxoplasmose

A toxoplasmose é uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada por um protozoário. A toxoplasmose é motivo de preocupação para quem engravida, principalmente durante o primeiro trimestre da gestação, porque ela pode causar, por exemplo, retardo mental e cegueira.

Os gatos podem contrair toxoplasmose se comerem carne crua infectada ou quando ingerem os parazitas em fezes, água ou em outro alimento contaminado. No entanto, adquirir toxoplasmose de um gato é muito raro.

Isso porque o gato infestado, geralmente, elimina o cisto da toxoplasmose somente 1 vez na vida e durante até três semanas. Então, para adquiri toxoplasmose de um gato, teria que coincidir a contaminação do gato no momento da gestação da mulher e, durante estas três semanas, ela precisaria ter algum problema de higiene que fizesse com que tivesse contato com o protozoário. Para você ter uma ideia, para que a contaminação ocorra é preciso que as fezes do gato tenham contato direto com a boca da grávida e isto precisa acontecer depois de 48 horas que ele tenha defecado. Passadas as três semanas, mesmo que o animal esteja infectado, ele não vai liberar o cisto.

Em resumo: se a grávida tiver os cuidados básicos de higiene, deixar a caixa de areia limpa e lavar as mãos depois de limpá-la, não tem nenhum mal em ter um gatinho em casa e conviver com ele. Pelo contrário, os benefícios que o focinho traz para uma criança são gigantes. E ele vai nascer em um ambiente em que o amor e a vida não são descartáveis 

Fonte: uol saúde