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Palavras & Animais
O Vira-Latas
(Paulo de La Peña)
Conversa com o
Santo (Carlos Drummond de Andrade)
Tributo ao Cão
(George G. Vest)
O menino-cão
(Cláudia Schmidt)
A Borboleta (Olavo Bilac)
Meu mundo é você (autor
desconhecido)
Focinhos
(autor desconhecido)
Primeiros Passos
O primeiro passo para quem quer possuir um animal de
estimação é ter certeza que realmente quer e pode ter um
animal! Um animal não é brinquedo e gera trabalho e
despesas. Portanto, antes de se decidir, veja se você está
de acordo com todos os aspectos da posse responsável.
Adotar X Comprar
A adoção é uma alternativa mais econômica e humana, pois
salva uma vida. Os animais recolhidos que não são adotados
acabam sendo sacrificados após alguns dias de sua captura,
pois os abrigos não têm capacidade para manter todos os
animais por um longo tempo. Você encontra todo tipo de
animal em um abrigo, até mesmo de raça.
Em Blumenau a situação é ainda pior, pois como a cidade não
possui abrigos para animais, os abandonados perambulam pelas
ruas da cidade à procura de comida e de um pouco de carinho.
Como muitos não são adotados, acabam morrendo de fome,
atropelados, envenenados ou doentes. Para a sorte de alguns
desses animais, existem algumas pessoas de bom coração - os
protetores - que os tiram das ruas e os tratam com seus
próprios recursos até que eles sejam doados.
O animal que é adotado torna-se eternamente grato à pessoa
que o adotou e, recebendo o tratamento adequado e muito
carinho - pois geralmente é um animal carente devido aos
sofrimentos vividos -, este animal se tornará seu melhor e
mais carinhoso amigo, protegendo-o e amando-o até o final de
seus dias.
Outra vantagem de adotar um animal de um abrigo ou protetor
é que, geralmente, esse animal já vem castrado, vermifugado
e com pelo menos a primeira dose de vacina aplicada.
Caso você se decida a comprar um animal de raça,
certifique-se sobre a origem do animal e pesquise as
características das raças, para escolher aquela que mais se
adapta ao seu estilo de vida.
É realmente muito importante fazer uma pesquisa das
características do animal que você gostaria de adquirir,
pois assim você vai saber o que esperar dele.
Existem raças, como o Beagle, o Dálmata, o Labrador ou o
Golden Retriever, que não se adaptariam à vida em um
apartamento, pois precisam de muito espaço e exercício e têm
um temperamento agitado.
Existem outras raças que são muito frágeis, se a intenção
for a de ter um animal para brincar com as crianças. Entre
elas, o Yorkshire, o Chihuahua ou o Pinscher.
Leve em consideração, também, os problemas e cuidados que
cada raça pode ter. Cães de pêlo branco têm a pele sensível
e apresentam alergias facilmente; já os de orelhas grandes e
caídas podem ter inflamações de ouvido; cães de pêlo longo
precisam ser escovados todos os dias, e as raças que
precisam de tosa vão ocasionar gastos neste item.
Procure conhecer o temperamento da raça escolhida e saber se
pode arcar com as despesas que ela requer. Se você decidiu
por um cão de grande porte, verifique se há espaço
suficiente para ele na sua casa.
Pesquise em livros ou na Internet antes de escolher a raça
ideal, mas não deixe de conversar com um médico veterinário
de confiança que poderá ajudá-lo em sua escolha.
Macho ou Fêmea?
A escolha do sexo do animal envolve aspectos racionais e
afinidades. Portanto, é interessante conhecermos as
características de cada um para compreendermos melhor seus
comportamentos.
Fêmea
Mais dócil e submissa;
Menos agressiva com outros cães;
Senso de proteção mais voltado à família;
Mais controlável quanto aos hábitos sanitários;
Cio e maternidade podem alterar o comportamento;
Cio causa sangramento (em média 20 dias a cada 6 meses);
A gravidez altera a aparência;
A maternidade causa afastamento das atividades normais;
Precisa de atenção especial durante a gestação, parto e
amamentação.
Macho
É mais independente;
O dono deve se impor mais para comandá-lo;
Seu senso de vigia e defesa é mais voltado para o
território;
Na guarda pode ser distraído por uma fêmea no cio;
Em diversas raças é agressivo com outros machos;
Seu porte, dependendo da raça, é mais imponente;
Seu físico sofre menos alterações que o das fêmeas que
passam pela gravidez;
Menos controlável quanto aos hábitos sanitários.
Onde adquirir o animal?
Animais adquiridos em feiras de filhotes, parques e pet
shops geralmente não recebem os cuidados adequados, estão
propensos ao contágio por viroses e, muitas vezes, acabam
morrendo pouco tempo depois de chegar em casa. Alguns
comerciantes até dão “garantia”, entregando um novo filhote
caso o primeiro venha a morrer, mas não será mais aquele
lindo filhotinho que você escolheu... E será mais uma vida
jogada no lixo pela irresponsabilidade de um criador que
visa somente ao lucro. Pior que a perda financeira, nesses
casos, é você assistir ao seu cãozinho morrendo de forma
cruel.
Existem também alguns criadores que não respeitam os animais
reprodutores, fazendo-os procriar a cada cio, sem qualquer
intervalo, descartando-os quando eles não conseguem mais
procriar - abandonando-os ou sacrificando-os. Há também
aqueles que cruzam pais, filhos e netos inúmeras vezes e sem
critério, aumentando o risco de doenças e má formação
genética e colocando no mercado animais cada vez mais
frágeis e descaracterizados em suas raças.
Também existem “criadores” que cruzam animais que têm
características semelhantes a determinada raça, mas na
verdade são SRD´s ou mestiços (cruzamento de duas raças).
Esses filhotes são vendidos como animais de raça pura e seus
novos donos só ficam sabendo que foram enganados quando o
animal cresce ou é levado ao veterinário. Geralmente, esse
tipo de “criador” nunca mais é encontrado, pois ele sabe que
cometeu um crime contra os direitos do consumidor.
O ideal é adquirir o animal de um canil/gatil idôneo,
filiado ao Kennel Club, que forneça o pedigree do animal e
de seus ascendentes, garantindo um animal saudável e que
realmente tenha as características físicas e comportamentais
de sua raça.
Antes de adquirir o animal, pesquise os criadores daquela
raça e visite o canil/gatil para ver se o lugar é limpo,
arejado e se os animais são bem tratados, alegres, têm
espaço para se exercitar, se são vacinados (peça para ver a
carteira de vacinação dos animais e a identificação do
médico veterinário responsável), se recebem alimentação
adequada e acompanhamento veterinário, etc. Tudo isso parece
um exagero, mas não é. Se o canil/gatil não atende a essas
características, você não terá garantia nenhuma de que
estará levando para casa um filhote saudável!
Já escolhi o animal. Qual o próximo
passo?
Agora que você já escolheu o seu animal, o próximo passo é a
visita ao veterinário, para que ele seja avaliado e tome as
vacinas necessárias.
As vacinas e a vermifugação são muito importantes, pois
evitam que o animal adoeça. Existem inúmeras doenças que
podem ser transmitidas ao homem e outras tantas que levam o
animal a uma morte lenta e penosa. Vacinando seu cão, você
poderá evitar tudo isso.
O veterinário também poderá orientá-lo, indicando uma
alimentação balanceada e formas de tratar e educar o animal.
Abaixo você encontrará uma lista dos acessórios básicos para
seu amigo, além de algumas sugestões de como treiná-lo.
Acessórios
Parabéns! Você terá um amigo verdadeiro e fiel, que estará
pronto para brincadeiras e carinhos a toda hora! Mas
lembre-se que ele precisa de cuidados.
Abaixo, listamos alguns acessórios básicos que você deverá
providenciar antes da chegada de seu novo amigo:
Cama ou casinha e forro adequado (evite o vime, que pode
perfurar o intestino).
Comedouro para comida e água (evite potes de vidro, que
podem quebrar).
Ração (veja com o criador qual a ração com a qual o cãozinho
está acostumado, e se quiser mudar, mude aos poucos,
misturando a ração que você quer com a de uso).
Guia e coleira com placa de identificação (coloque no
filhote para que ele se acostume, mas não esqueça de
verificar se não está apertada, durante seu crescimento).
Xampus e escova apropriada para o tipo de pêlo.
Brinquedos diversos (ossinho sintético, bolinhas de
borracha, etc.)
Jornais velhos para o "banheiro" ou uma caixa de areia
higiênica.
Animais e Crianças
É cada vez mais comum os pais adquirirem um animal de
estimação para os filhos, seja ele um cachorro ou gato ou
mesmo outro animalzinho. Muitos deles já perceberam os
benefícios que essa convivência pode trazer, tais como fazer
com que as crianças sejam menos depressivas, mais
comunicativas e mais saudáveis, além de ser uma forma de
combater até mesmo o estresse, colesterol, pressão arterial
e problemas cardíacos, que também atacam muitas crianças nos
dias de hoje. Além disso, são um ótimo estímulo aos
exercícios e, conseqüentemente, ao controle da obesidade
infantil - imagine uma criança que tem um cãozinho e passeia
com ele todos os dias!
Hoje em dia, muitos animais são utilizados como auxiliares
importantes em terapias e fisioterapias para idosos e
crianças, e no auxílio aos trabalhos com portadores de
Síndrome de Down, deficiências físicas e mentais e outras.
Mas, para que funcione, é preciso incentivar a relação e o
contato entre o animal e a criança. O animal não pode ser
visto e tratado como um brinquedo ou bicho de pelúcia com o
qual a criança brinca de vez em quando ou como aquele
bichinho sujo, que traz doenças e em quem a criança mal pode
colocar a mão.
Para que todos os benefícios citados realmente sejam
atingidos, deve existir um contato mais íntimo entre os dois
e, por que não, entre toda a família. O animal deve ser
considerado o novo companheiro da criança, participando das
atividades diárias da família. Essa relação e proximidade
são fundamentais para o aprendizado de vida dela e para seu
desenvolvimento psicológico.
Muitos pais reclamam que os filhos só se interessam pelo
animal no início, logo que ele chega, mas logo perdem o
interesse e o deixam de lado. Isso acontece porque não houve
estímulo para consolidar a relação entre o animal e a
criança. A criança deve ser estimulada a conviver e brincar
com o animal, sempre supervisionada por um adulto, e deve se
sentir responsável por ele. Somente assim a convivência
entre ambos será benéfica.
Para estimular o convívio entre criança e animal não há nada
mais divertido do que as brincadeiras. As crianças podem
brincar de casinha tendo o animal como filhinho; brincar com
ele de esconde-esconde, o que, além de ser um belo exercício
físico, mexe com o intelecto e a noção espacial da criança;
e até um simples carinho ou abraço no animal é uma
oportunidade de ela demonstrar e exercitar sua afetividade.
A brincadeira só depende do tamanho e do tipo do animal.
Se a criança já está na escola, tempo de descobertas
intelectuais, ela pode se estimulada a pesquisar sobre seu
animalzinho: Qual é o ambiente natural do meu animal? Quais
são os cuidados que devemos ter com ele? Desde quando ele
passou a ser um animal de estimação? Enfim, o animal e tudo
o que diz respeito a ele deve sempre estar presente na vida
de seu filho, acompanhando o desenvolvimento dele.
Um animal pode se tornar um suporte emocional importante
para a criança, ao atuar como um parceiro dela na fase das
descobertas infantis, que ocorre aproximadamente até os 7
anos de idade, fase durante a qual o desenvolvimento motor e
emocional é acelerado.
Para não errar na escolha do animal, pesquise em livros ou
pergunte a um médico veterinário de confiança quais seriam
os animais que mais se adaptariam ao seu filho e estilo de
vida. Por exemplo: se você mora em uma casa com quintal
grande e seu filho é agitado, você pode optar por cães mais
agitados e que tolerem brincadeiras, tais como o Labrador, o
Boxer, o Golden Retriever ou o Beagle; mas se você mora em
apartamento e tem uma criança tranqüila, talvez fosse melhor
optar por um gatinho ou um cãozinho de pequeno porte. Também
leve em conta o tamanho, temperamento, pelagem do animal.
Mas não se esqueça da posse responsável. Um animal não é
brinquedo, e tanto ele quanto a criança devem ser educados
para respeitar o espaço de cada um. Mas se a criança ainda é
muito pequena, é sempre bom um adulto estar por perto
durante as brincadeiras, para evitar atritos e acidentes.
Entretanto, o adulto não deve esquecer que a
responsabilidade de cuidar do animal é dele. A velha
desculpa: "Ah, meu filho sempre pediu um animal e prometeu
que ia cuidar dele, e agora o trabalho sobrou para mim..."
não pode ser usada para você se desfazer do animal. Cuidar
de um animal não pode ser obrigação da criança - afinal, ela
ainda não tem maturidade para ser totalmente responsável por
outra vida. Os adultos têm o dever de zelar pelo bem-estar
das crianças, do animal e pela boa relação entre eles.
Mas a criança pode ser estimulada a ajudar a cuidar do
animal. Peça que ela ajude em pequenas tarefas, como colocar
a comida, verificar se há água limpa e fresquinha, se o
local onde ele vive está limpo. No começo ela pode não se
animar a ajudar, mas pelo menos a convide a olhar, a ver
como você faz. Com o tempo, ela descobrirá que aquilo só a
aproxima do animal e terá prazer em ajudar. Desta forma,
você também estará estimulando a convivência entre os dois.
Lembre-se que o animal deverá ter passado por uma consulta
veterinária e ter tomado todas as vacinas e vermífugos
necessários antes de ter contato com a criança.
Não fique tenso; apenas atento, quando eles estiverem
brincando.
Quando for comprar a ração ou algum outro item para seu
animal, leve a criança e peça a opinião dela sobre o que
escolher.
Procure, pelo menos três vezes por semana, brincar com a
criança e o animal.
Convide alguns amigos de seu filho para brincarem na sua
casa com o seu animal. Integrar os amigos de seu filho com o
animal fortalece a relação de amizade entre ele e o animal,
e também aumenta a auto-estima da criança.
Ao mostrar a seu filho a importância de se respeitar as
necessidades de um animal, você está ensinando a ele
conceitos de respeito ao próximo.
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