VIVISSECÇÃO
 
 
Ensino

 
A vivissecção consiste na utilização, pelas faculdades de medicina, medicina veterinária, biologia, psicologia, odontologia, ciências farmacêuticas, enfermagem, dentre outras, de animais vivos, em aulas de práticas cirúrgicas. Ainda vivos, são encaminhados para a sala de cirurgia, onde são contidos e anestesiados (nem sempre adequadamente) para, em seguida, com a presença do professor e alunos, serem utilizados em diversos experimentos.
 
No Brasil, a presença de um médico veterinário durante as aulas é obrigatória por lei, o que nem sempre acontece, lamentavelmente. Após a prática, os animais são sacrificados ou redirigidos a novos estudos, dependendo de seu estado geral. A vivissecção está proibida nas instituições de ensino fundamental e médio.
 
Até agora (2007), apenas a Faculdade de Medicina Veterinária da USP não utiliza animais vivos em aulas de técnica cirúrgica. Desde 2000, usa cadáveres, especialmente preparados, de animais que tiveram morte natural em clínicas e hospitais veterinários.
 
Enquanto isso, nos EUA, quase 70% das faculdades, incluindo Harvard, baniram o uso de animais vivos no ensino. Na Inglaterra e Alemanha, a utilização de animais na educação médica foi também abolida. E na Grã-Bretanha, é considerada contra a lei o fato de estudantes de medicina praticarem cirurgias em animais. Na Itália, entre 2000 e 2001 mais de um terço das universidades abandonaram a utilização de animais para fins didáticos.
 
Hoje, já existem incontáveis recursos que substituem o uso didático de animais nas salas de aula, tais como utilização de cadáveres, simulação computadorizada, realidade virtual ou venopunção e cateterização, etc.
 

 
Objeção de Consciência
 
“Objeção de consciência” é um direito que vem sendo utilizado por alunos em todo o mundo para não participar das aulas de vivissecção por questões éticas, religiosas ou morais.
 
No Brasil, esses alunos estão protegidos pela Constituição Federal do Brasil, na parte dos Direitos e Garantias Fundamentais, que no Capítulo I artigo 5º diz: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo aos brasileiros e estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: VIII – ninguém será privado de direitos por motivos de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.”
 
 
 
Produtos Farmacêuticos, de Limpeza, Cosméticos e de Higiene Pessoal
 
Todos os anos milhares de novos cosméticos, produtos de limpeza e de higiene pessoal são lançados no mercado. Potencialmente, muitos deles foram testados em animais em vários estágios do seu desenvolvimento. Antes de aparecerem nas estantes dos supermercados, esses produtos passam por longo e complexo processo de experiência, que deixa milhões de animais mutilados, queimados, envenenados e expostos à ação de gases em testes ultrapassados e desnecessários. Os fabricantes alegam que os testes garantem a segurança de seus produtos utilizados em circunstâncias normais ou em caso de algum acidente, como a sua ingestão.

O verdadeiro interesse, no entanto, é limitar a responsabilidade da companhia perante um possível caso de ação judicial movida por um consumidor. Produtos comprovadamente tóxicos, testados em animais, são regularmente introduzidos no mercado. Muitos desses produtos não fornecem informações sobre tratamentos efetivos em casos de danos à saúde. Eles se limitam a indicar a toxicidade.

Existem documentários com fotos chocantes de animais presos em jaulas, apresentando cortes, queimaduras, pêlo raspado, pele arrancada, escoriações propositais, membros arrancados, infecções terríveis, olhos inflamados e com hemorragia, e muito mais, em experiências realizadas apenas para garantir a segurança de produtos usados pelo homem. Alguns exemplos: substâncias aplicadas nos olhos de coelhos provocam queimadura e cegueira; animais são forçados a engolir matérias que produzem dores lancinantes e morte (para se medir o tempo que um produto tóxico levaria para matar...); compartimentos com centenas de animais são preenchidos com gases e fumaça tóxica que causam tremores, vômitos, sangramento nasal e oral e morte.

Laboratórios farmacêuticos cometem atrocidades semelhantes, e até piores, em nome da “Ciência”. Entretanto, esses testes visam elaborar substâncias para a produção de drogas com objetivos comerciais. Algumas delas são úteis e capazes de salvar vidas, mas a indústria farmacêutica, cuja competição entre empresas tem como meta apenas o lucro, procura criar e aprimorar fármacos ou marcas que permitam assegurar os seus objetivos mercantis. Portanto, os animais não são sacrificados por uma causa nobre, em nome da saúde da humanidade. Esse argumento característico das indústrias de remédios, que garantem estar contribuindo para o nosso bem-estar, é totalmente hipócrita e desrespeita não somente os animais, mas os próprios seres humanos.



Legislação
 
A lei 6.638, de 8 de maio de 1979, estabelece normas para a prática didático-científica da vivissecção de animais, e é complementada pela lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 – Dos crimes contra o meio ambiente.  No parágrafo 1º do artigo 32 diz: “Incorre nas mesmas penas (detenção de 3 meses a um ano, e multa) quem realiza experiências dolorosas ou cruéis em animais vivos, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.”
 
 

O que podemos fazer?

No caso da vivissecção no ensino, além da objeção de consciência, podemos conversar com a direção da entidade de ensino e com os professores e colegas sobre as técnicas alternativas e as vantagens que elas trazem, tais como economia, modernização e atualização da entidade e dos conhecimentos de seus docentes entre outras.

No caso da vivissecção para testes de produtos de higiene, limpeza e cosméticos, podemos parar de consumi-los. Nem todas as empresas testam seus produtos em animais. Então, por que não dar preferência àquelas que não têm essa prática cruel? (Veja as empresa que não testam no site www.pea.org.br)

No caso de remédios, procure se informar sobre medicina alternativa, como a homeopatia. Não consuma remédios sem necessidade – vai ser bom para sua saúde e para a dos animais!!!


Fonte: www.institutoninarosa.org.br

 

Outros sites sobre vivissecção:
www.arcabrasil.org.br

www.pea.org.br
www.interniche.org

 

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