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ANIMAIS DE
PRODUÇÃO
Gado
O gado para abate é criado
em grandes propriedades - criação extensiva, mas isso não é
garantia de bem-estar. Muitas cabeças de gado saturam um
reduzido espaço, criando grande risco de doenças pela grande
quantidade de dejetos que podem poluir o campo. Ao pastar a
céu aberto, eles são expostos a condições climáticas
extremas, que vão desde calor insuportável até tempestades e
secas.
As vacas destinadas à produção de leite são tratadas como
máquinas: não tomam sol, não amamentam seus filhotes,
recebem doses de hormônios, sentem dor (basta ver o tamanho
das tetas de uma vaca leiteira), e algumas contraem
infecções. Quando estão exaustas, são abatidas.
Os bezerros têm inúmeros fins: são vendidos para criação de
gado para abate, para rodeios ou para fornecer a carne de
vitela. Os que são vendidos para rodeios sofrem fraturas de
coluna, patas, hemorragias, e são quase sempre abatidos de
forma cruel.
Os bezerros direcionados para a indústria da vitela passam
por inúmeras privações e sofrimentos durante sua curta
existência. Para que suas carnes fiquem brancas e macias,
sua dieta é completamente isenta de ferro, o que lhes
provoca fraqueza profunda. Além disso, são mantidos em celas
estreitas, que impedem seus movimentos, para impedir o
desenvolvimento de sua musculatura. Após três meses, são
abatidos de forma cruel.
Porcos
Durante a gestação e amamentação, as porcas são
presas em espaços tão apertados que não conseguem se
exercitar nem mesmo se virar. Os demais porcos, castrados e
programados para a engorda, vivem igualmente agrupados ou
isolados em áreas muito exíguas e com pisos inadequados à
sua natureza, machucando-se com freqüência.
Os porcos também recebem cargas consideráveis de substâncias
antinaturais, além de vacinas e hormônios. Usados
regularmente, os remédios contra parasitas, a maior parte
cancerígena (DDT e similares), contaminam a gordura desses
animais e se alojam no tecido adiposo. Isso faz do toucinho
de origem industrial algo perigoso para a saúde. O mesmo
ocorre com a lingüiça “pura” de porco.
Frangos
Milhares de frangos para abate são entulhados nos galpões
das fazendas industriais, em uma concentração tão alta que
cobre todo o espaço dos galpões. Além disso, o crescimento
controlado por hormônios é tão acelerado que seus ossos,
cérebro, coração e pulmão não conseguem acompanhar o
metabolismo do corpo. Antes de serem abatidos, são
submetidos a ferimentos dolorosos e debilitantes. Vários
morrem por parada cardíaca.
Sob forte tensão, as aves tendem a se bicar e a se
dilacerar. Para evitar o problema, é feita a “debicação”,
técnica de cortar a ponta do bico dos frangos ao nascerem, o
que causa profunda dor e sangramento no animal. Para conter
o sangramento, o animal tem seu bico cauterizado com um
aparelho que apresenta um fundo incandescente...
Aves Poedeiras
Presas dentro de pequenas gaiolas, sem espaço
sequer para baterem as asas, essas galinhas não conseguem
produzir ninhos e seus ossos ficam tão fracos que podem
quebrar por qualquer movimento mais brusco.
“Foie
gras" (patê de fígado de ganso)
Desde que nascem, os pequenos gansos recebem uma
carga de alimentos muito rica em gorduras saturadas, de modo
a ter seu fígado aumentado. São alimentados à força, por
meio de tubos que atingem diretamente seu estômago. Muitas
vezes, é colocado um elástico nos seus pescoços, para evitar
a regurgitação. Chegam à idade adulta com fígados que podem
atingir até cinco vezes o peso do resto do seu corpo. Eles
não se movimentam mais, pois perdem a capacidade de andar.
São mortos cruamente, e após terem seus fígados retirados,
suas carcaças são atiradas no lixo, pois não servem para
consumo devido ao excesso de antibióticos e drogas que
recebem.
Peixes
Em um documentário realizado no EUA, estudiosos
declararam que os peixes têm em suas bocas quase a mesma
quantidade de terminações nervosas que os humanos têm em
seus genitais. Assim, puxar um peixe para fora da água, com
um anzol, seria como tirar uma pessoa da água segurando suas
partes íntimas.
A sensação de um peixe fora da água se compara à de um homem
sendo asfixiado, sentindo suas forças se esvaírem
lentamente. A retirada da água causa uma dor terrível e
provoca sangramento das guelras.
Pesca esportiva
Muitos peixes, especialmente os que vivem no fundo do mar,
usam a boca não só para se alimentar, mas também como uma
espécie de sensor geral. Eles possuem uma alta densidade de
nervos. Esta informação nos faz refletir sobre os programas
de “pesca na TV”, em que os desportistas ou apresentadores
capturam peixes com anzol. Aparentemente, como se fossem
bons ecologistas ou bons samaritanos, depois de fisgá-los
eles os devolvem à água. Só que não podem imaginar a dor e o
estresse que provocam no animal, que, segundo os
especialistas, é suficiente para que a maioria não consiga
sobreviver.
Peixes em tanques
Peixes criados em tanques, como tilápias, carpas e trutas,
também são submetidos a forte estresse,devido aos espaços
exíguos em que são mantidos. Em alguns restaurantes é
possível ver aquários, onde peixes e lagostas são expostos
para ser escolhidos pelos fregueses.
Rãs
Rãs também são criadas em pequenos espaços, abatidas com uma
forte pancada na cabeça e, geralmente, têm o couro arrancado
quando ainda estão vivas.
Baleias
No Japão, mais de 500 baleias são mortas todos os anos, o
que contraria a Comissão Baleeira Internacional. O país
alega “fins científicos”, porém sabe-se que são vendidas
como especiarias alimentares.
Tubarões
Também no Japão e nos estranhos mercados alimentícios do
Oriente, há o hábito de consumir sopa de barbatana de
tubarão, um dos pratos mais caros do mundo. Pescados vivos,
são cruelmente despojados de suas barbatanas e em seguida
devolvidos ao mar. Em geral, são consumidos pelos
companheiros, atraídos pelo sangue dos cortes.
Caranguejos e Lagostas
Atrocidades contra os animais existem em todas as partes do
mundo. O Brasil não fica longe: aqueles que apreciam
caranguejos sabem que costumam ser fervidos vivos!
Caranguejo que não se move não é consumido. Em Recife-PE,
grelham a lagosta viva, recém-retirada de um tanque, de onde
foi “escolhida” pelo freguês. Depois de ser colocada
diretamente na brasa, com um peso por cima, ela passa
instantaneamente da cor verde/azul para vermelha...
TRANSPORTE
Quando atingem o peso ideal,
os animais são transportados até os matadouros por
caminhões, amarrados ou dentro de gaiolas superlotadas, o
que resulta em quedas, pisoteamento e lesões durante a
viagem. Podem ser privados de alimento e água e sofrer
exposição a condições ambientais difíceis, por longos
períodos.
ABATE
O processo de abate
dos animais é primitivo e violento. Os produtores mais bem
aparelhados usam um revólver pneumático atordoador, mas, é
muito comum a marretada na cabeça, nem sempre certeira. O
porco é abatido por meio de uma fina, longa e cortante faca
que lhes é cravada com perícia, diretamente no coração.
Tanto o boi quanto o porco, após o(s) golpe(s) que
deveria(m) ser fatal(is), são degolados e sangram até a
morte.
Os abatedouros de aves mais modernos utilizam um choque
elétrico para atordoar a ave antes de ela ser degolada e
sangrar até a morte.
REFLEXÕES
Ø Por meio de alterações
genéticas, os animais crescem de forma acelerada, ficam
maiores, menos gordurosos e produzem mais leite. Geram
lucro, a despeito das conseqüências negativas que o uso de
hormônio traz à saúde desses animais e à saúde humana.
Ø A segurança alimentar é
posta em xeque quando os animais são mantidos em sistemas
intensivos de produção. A superlotação nas fazendas
industriais cria o ambiente ideal para a propagação de
doenças. Para tratar e conter essas doenças, os criadores
lançam mão de uma diversa combinação de medicamentos.
Ø A agricultura industrial
também vem causando danos ao meio ambiente, com o grande uso
de fertilizantes químicos e pesticidas, tornando o solo
infértil e ameaçando a fauna silvestre local. Além disso,
grandes áreas de mata nativa vêm sendo destruídas para a
criação de áreas de pasto, e o aumento na criação também
demanda o aumento da produção de grãos, causando ainda mais
desmatamentos e maior consumo de água e fertilizantes.
Ø Devido à ganância do homem,
lidamos de forma desumana com os animais e com a Natureza,
causando danos não somente ao meio ambiente, mas à nossa
saúde.
Ø Houve um tempo em que as
pessoas, reunidas em volta do alimento, agradeciam à
Natureza e ao animal que deu sua vida para que elas pudessem
sobreviver. Nessa época, havia um certo respeito à vida em
geral. Hoje, a ganância e a insensibilidade reinam entre os
homens, causando tanta dor e sofrimento a criaturas que nada
lhe fizeram de mal e até mesmo entre si. Por quê?
Ø Devemos nos perguntar até
onde temos o direito de usar e abusar das criaturas que nos
rodeiam. Se realmente precisamos – ou podemos – causar tanto
sofrimento para nos dar prazer – prazer sim, pois a carne
não é mais insubstituível. Ela foi muito importante para a
evolução do homem, mas hoje, como seres evoluídos, já temos
condições e conhecimento para substituí-la sem danos à nossa
saúde e ao nosso desenvolvimento.
Ø Quanto ao couro, que
utilizamos em nossas vestimentas, sapatos, bolsas,
acessórios e decoração, a indústria está tão avançada que
temos inúmeros materiais para substituí-los – e com
vantagens!
Ø Os outros produtos de
origem animal, como o leite, a lã, ovos, podem ser
produzidos de forma mais humana, como em algumas fazendas
orgânicas, nas quais os animais vivem soltos, recebem
alimentação natural, têm abrigo e água fresca à disposição e
não sofrem abusos para a produção desses alimentos.
Como
podemos mudar essa situação?
Ø Converse com os
legisladores de sua cidade sobre o que é possível fazer para
garantir um tratamento mais humano aos animais.
Ø Envie mensagens às
indústrias de produtos animais, expondo sua opinião e
deixando claro que está deixando de consumir o produto delas
devido à forma com que é produzido.
Ø Elimine todos os tipos de
carne.
Ø Coma mais grãos, legumes,
frutas, verduras, castanhas, algas, etc.
Ø Experimente as “carnes
vegetais” à base de soja.
Ø Procure restaurantes e
lanchonetes naturais e vegetarianas.
Ø Procure produtos orgânicos.
Lembre-se sempre que a
mudança depende exclusivamente de você! Uma pessoa pode
salvar, em um ano, cerca de 60 animais, apenas parando de
comer carne.
Fontes:
www.institutoninarosa.org.br
www.wspabrasil.org
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